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Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Governo 13-01-2026
ANGOLA DEFENDE PARTICIPAÇÃO INCLUSIVA NAS INICIATIVAS DE CONSOLIDAÇÃO DA PAZ MUNDIAL

Angola defendeu esta segunda-feira, 12, na sede da ONU, em Nova Iorque, a participação inclusiva, igualitária e significativa das mulheres e dos jovens nas iniciativas de consolidação da paz, para incluir as comunidades afectadas e fortalecer os processos de paz em África e no mundo em geral.

Este pronunciamento foi feito pelo Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, S.E. Embaixador Francisco José da Cruz, durante a reunião da Comissão da Consolidação da Paz que decorreu sob o tema: Avançar Novo Paradigmas para a Consolidação da Paz: Fortalecendo Abordagens Inclusivas e Sustentáveis para a Consolidação da Paz.

Na ocasião, apelou para a integração de estratégias de desenvolvimento sensíveis ao conflito que construam resiliência, fortaleçam as instituições, promovam a equidade e fomentem a confiança para quebrar os ciclos persistentes de violência e instabilidade.

Saudou a adopção simultânea, em Novembro de 2025, de duas resoluções substancialmente idênticas sobre a Revisão da Arquitectura de Consolidação da Paz de 2025 pelo Conselho de Segurança e pela Assembleia Geral, reafirmando o compromisso de longa data da ONU em melhorar a coerência dos esforços de consolidação da paz, com foco na integração, prevenção e melhor coordenação em todo o sistema das Nações Unidas para alcançar uma paz sustentável.

Referiu que Angola tem defendido, consistentemente, que os Estados-Membros devem preservar os seus interesses nacionais, a soberania e a independência, e resolver conflitos e disputas por meios pacíficos, em plena conformidade com a Carta das Nações Unidas, o Direito Internacional e o Direito Internacional Humanitário.

Neste contexto, recordou que em Abril de 2002, o país conseguiu alcançar a Paz e a Reconciliação Nacional após quase três décadas de conflito interno.

Para o efeito, salientou, o Governo de Angola estabeleceu, como ponto de partida, que as questões da Paz e da Reconciliação Nacional deveriam ser abordadas em pleno respeito pela Constituição, pela Ordem Jurídica e pelas Instituições do Estado, bem como pelos Acordos de Paz e pelas Resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre Angola.

Disse que o Governo adoptou também uma estratégia clara e multifacetada e assumiu uma postura firme e empenhada na sua implementação eficaz para sustentar a paz e a reconciliação nacional, inclusão e a estabilidade sociais.

Ao longo da sua intervenção, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas avançou algumas recomendações onde se destacam quatro (4) eixos fundamentais, nomeadamente:

1.º Reforçar o princípio da apropriação nacional e da governação inclusiva, tendo em conta que os Estados têm a responsabilidade primordial de prevenir conflitos e abordar as suas causas profundas, principalmente assegurando a inclusão efetiva das comunidades locais, da sociedade civil, das mulheres e dos jovens nos processos de paz e reconciliação;

2.º Defender um maior envolvimento das partes interessadas regionais e internacionais, em plena conformidade com os princípios da subsidiariedade e da complementaridade;

3.º Reformar o Conselho de Segurança para abordar as injustiças históricas, assegurar uma representação justa de África e cumprir eficazmente o seu mandato de manter a paz e a segurança internacionais, reforçando assim a confiança no multilateralismo como forma de enfrentar os desafios comuns;

4.º Reforçar as parcerias estratégicas entre a ONU, a União Africana e as Comunidades Económicas Regionais/Mecanismos Regionais, com base em mandatos claros e recursos previsíveis.

Fonte: MPAONU
Governo 18-12-2025
Angola defende autodeterminação dos povos

Angola defendeu esta quinta-feira, 18, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o direito dos povos à autodeterminação e à independência dos territórios que permanecem sob qualquer forma de domínio colonial.

O posicionamento foi expresso pelo Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, ao intervir na Reunião de Alto Nível por ocasião do 65º aniversário da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais e a celebração pela primeira vez do Dia Contra o Colonialismo e Todas as suas Formas e Manifestações.

Segundo o diplomata, a Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhecem os direitos inalienáveis ​​dos povos à independência e à autodeterminação.

Declarou que o propósito das Nações Unidas não será plenamente alcançado enquanto ainda existirem territórios não autónomos.

Durante a sua intervenção destacou que, à semelhança dos outros países africanos, Angola sofreu o flagelo do colonialismo durante quase 500 anos, “e enquanto celebramos, pela primeira vez, o Dia Internacional contra o Colonialismo e Todas as suas Formas e Manifestações, Angola comemora 50 anos como nação livre, soberana e independente, reafirmando o seu princípio de forte rejeição do colonialismo e de todas as práticas de segregação e discriminação a ela associadas”.

O Embaixador Francisco josé da Cruz recordou que a Declaração de Durban de 2001 reconhece o colonialismo como um crime contra a humanidade, e a União Africana (UA) tem como tema para 2025, “Justiça para os Africanos e Afrodescendentes através de Reparações”, abordando as injustiças históricas que África sofreu com a escravatura e a colonização.

Trata-se de uma chamada de atenção global sobre as consequências destas injustiças, que persistem até aos dias de hoje, manifestando-se sob a forma de desigualdades económicas, disparidades socioeconómicas de longa data e a falta de uma representação justa de África em fóruns de tomada de decisão dentro de instituições multilaterais, como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, cuja composição desafia a sua própria legitimidade e missão de manter a paz e a segurança internacionais.

O tema, sublinhou, reitera a determinação colectiva africana de transformar as injustiças do passado em relações baseadas na dignidade humana e no respeito, na solidariedade e na cooperação, contribuindo assim para um quadro multilateral mais capaz de enfrentar os desafios globais contemporâneos.

Neste sentindo, apelou ao Comité Especial de Descolonização (C-24) para que continue a facilitar e a apoiar o direito à autodeterminação através de processos transparentes e inclusivos, permitindo aos Territórios Não Autónomos determinar o seu próprio estatuto político e os seus futuros arranjos de governação.

Na sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz frisou que a descolonização e a autodeterminação não são um favor a ninguém, mas um direito que deve ser garantido a todos os povos do mundo.

Por fim, salientou que a história do colonialismo não pode ser apagada nem esquecida, mas deve servir de espelho para a reflexão, para que a comunidade internacional possa ter uma renovada determinação em defender um mundo livre de todas as formas de colonialismo e acabar com a exclusão daqueles que são afectados por estas injustiças históricas do direito de participar plenamente nas decisões multilaterais.

Fonte: MPAONU
Governo 05-12-2025
ACORDO DE PAZ RDC-RUANDA

O ECOAR DAS PALAVRAS DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

”ESTE CONFLITO NÃO TEM SENTIDO. (…) FELIZMENTE PARECE QUE TERÁ O SEU FIM HOJE, AQUI EM WASHINGTON DC”;

”NÓS PROCURÁMOS FAZER A NOSSA PARTE; O MELHOR POSSÍVEL PARA CHEGARMOS A ESTE MOMENTO”;

”ESPERAMOS E ACREDITAMOS QUE [OS DOIS SIGNATÁRIOS] TAMBÉM FARÃO A SUA PARTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO COM ÊXITO DESTE ACORDO”;

”UMA COISA É ASSINAR O ACORDO. (…) OUTRA COISA É IMPLEMENTAR EM TEMPO ÚTIL TUDO AQUILO QUE NÓS ACORDAMOS E ASSINAMOS”.

O Presidente da República de Angola e Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, testemunha em Washington DC da assinatura, esta quinta-feira, do Acordo de Paz entre a República Democrática do Congo e a República do Ruanda, dirigiu-se aos participantes no acto, de entre eles Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América; Paul Kagame, Presidente do Ruanda, e Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo, Presidente da República Democrática do Congo.

“ Senhor Presidente Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América;
Caros convidados;

Altas entidades aqui presentes;

Senhores jornalistas;

Eu gostaria de realçar a importância desta cerimónia aqui, em Washington D.C., que vai finalmente pôr fim a um conflito que, como já foi dito, dura há mais de três décadas.
Não são exactamente trinta anos, mas mais do que três décadas. Um conflito entre irmãos, países vizinhos e irmãos, que se deviam dar bem, mas que, por razões de diversa ordem, têm vindo a se digladiar ao longo dos anos, com pesadas consequências, quer para as populações de ambos os países, quer também para as respectivas economias.

A Região dos Grandes Lagos é uma região das mais ricas do mundo, não apenas de África. É enormemente rica em recursos hídricos, terras aráveis, florestas, recursos minerais que estão no subsolo, mas sobretudo rica nas suas pessoas, com um potencial muito grande para desenvolver aquela região de África que pode catapultar o desenvolvimento de outras regiões, igualmente, do nosso continente.

O mundo atravessa hoje uma crise energética e alimentar. Nós estamos a dizer que África, e em particular essa Região dos Grandes Lagos, tem o potencial, não digo de resolver, mas de contribuir consideravelmente para a resolução destas duas grandes crises, quer alimentar quer energética, não apenas para o nosso continente, mas para o mundo.

A grande Barragem do Inga, adormecida há bastantes anos, pode contribuir enormemente para a electrificação do continente e, consequentemente, para a sua industrialização.

Em termos de agricultura, o facto de ter terras aráveis, com um índice de chuvas bastante regular e abundante, pode desenvolver-se a agricultura naquelas regiões para alimentar o continente.

E nada disso tem sido possível fazer-se, ao longo de décadas, devido a este conflito que não tem sentido e que, final e felizmente, parece que terá o seu fim hoje, aqui em Washington D.C.

Nós procurámos fazer a nossa parte. E quando digo nós, estou a referir-me a Angola, ao Quénia, e a outros países também africanos. Procurámos fazer o melhor para chegarmos a este momento.

Infelizmente não foi possível, mas nós só temos de agradecer ao Presidente Trump por ter dado continuidade ao trabalho que nós realizámos e ter conseguido alcançar esse desfecho do qual todos nós sairemos a ganhar.

Portanto, mais uma vez, o Presidente Trump fez a parte que lhe compete, e nós esperamos - e acreditamos que é o que vai acontecer -, que as duas partes, ou seja, as Autoridades da República Democrática do Congo e da República do Ruanda também farão a sua parte para a implementação com êxito deste acordo.

Uma coisa é assinar o acordo, outra coisa - que é mais difícil, mas é possível, desde que haja vontade política -, é implementar em tempo útil tudo aquilo que nós acordamos e assinamos.

Parabéns a todos, muito obrigado!”

Fonte: CIPRA

novaiorqueonu.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Francisco José da Cruz



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