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Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Governo 26-06-2026
ANGOLA DEFENDE IMPLEMENTAÇÃO EFECTIVA DAS RESOLUÇÕES DO CONSELHO DE SEGURANÇA PARA REFORÇAR A PAZ E A SEGURANÇA INTERNACIONAIS

Nova Iorque, 25 de Junho de 2026 – A República de Angola defendeu, nas Nações Unidas, a necessidade de assegurar a implementação plena, atempada, consistente e não selectiva das resoluções do Conselho de Segurança, sublinhando que a eficácia, a autoridade e a credibilidade deste órgão dependem não apenas da adopção das suas decisões, mas também da sua efectiva concretização.

Esta posição foi apresentada ontem 24, pelo Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, durante a reunião do Método Arria do Conselho de Segurança subordinada ao tema “Superar a Lacuna de Implementação: Resoluções do Conselho de Segurança e a Manutenção da Paz e da Segurança Internacionais”

Na sua intervenção, o diplomata angolano salientou que a insuficiente implementação das resoluções do Conselho de Segurança compromete a confiança no multilateralismo, enfraquece o respeito pelo direito internacional e pode contribuir para a persistência e agravamento de conflitos*, com consequências negativas para a paz e a segurança internacionais.

O Embaixador Francisco José da Cruz observou igualmente que a falta de execução efectiva das decisões adoptadas pelo Conselho afecta a credibilidade do sistema de segurança colectiva estabelecido pela Carta das Nações Unidas, tornando indispensável o reforço dos mecanismos de acompanhamento e responsabilização.

Neste contexto, defendeu o fortalecimento dos *mecanismos de monitorização, avaliação e acompanhamento da implementação das resoluções do Conselho de Segurança, através da definição de objectivos claros, calendários realistas e procedimentos regulares de prestação de contas. Segundo referiu, tais medidas permitiriam avaliar melhor os progressos alcançados, identificar desafios persistentes e assegurar que as decisões adoptadas produzam resultados concretos no terreno.

O Representante Permanente destacou ainda a importância de reforçar a cooperação entre o Conselho de Segurança, a União Africana e outras organizações regionais, em conformidade com o Capítulo VIII da Carta das Nações Unidas. Sublinhou que uma parceria mais estreita poderá contribuir para o fortalecimento da diplomacia preventiva, dos esforços de mediação, das operações de apoio à paz e das iniciativas de consolidação da paz, particularmente em África.

Durante a reunião, reiterou igualmente que a reforma do Conselho de Segurança continua a constituir uma prioridade fundamental para o fortalecimento do sistema multilateral.

O Embaixador Francisco José da Cruz enfatizou que a eficácia das decisões do Conselho está intimamente ligada à sua legitimidade, representatividade e capacidade de reflectir as realidades geopolíticas contemporâneas.

Neste quadro, reiterou o apoio do país a uma reforma abrangente do Conselho de Segurança, incluindo a correcção da histórica sub-representação de África, em conformidade com o Consenso de Ezulwini e a Declaração de Sirte.

Ao concluir a sua intervenção, o Representante Permanente reafirmou o compromisso de Angola com o multilateralismo, os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, bem como com a promoção de uma ordem internacional baseada no respeito pelo direito internacional, pela soberania dos Estados, pelo diálogo e pela cooperação entre as nações.

Fonte: MPAONU
Governo 25-06-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO DE ERRADICAR A SIDA COMO AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA ATÉ 2030

Nova Iorque, 22 de Junho de 2026 – O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, sublinhou nesta segunda-feira, 22, em Nova Iorque, o compromisso de eliminar a SIDA como ameaça à saúde pública até 2030.

O posicionamento foi reiterado durante o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Implementação da Declaração de Compromisso sobre o VIH/SIDA e das Declarações Políticas sobre o VIH/SIDA.

Na ocasião, o Embaixador Francisco José da Cruz realçou que, vinte e cinco anos após a histórica Sessão Especial da Assembleia Geral sobre o VIH/SIDA, realizada em 2001, a resposta global enfrenta desafios significativos, uma vez que as metas para 2025 não foram plenamente alcançadas e o mundo permanece distante do objectivo de pôr fim à SIDA até 2030.

O diplomata assinalou que Angola tem vindo a reforçar a sua resposta nacional através do aumento do investimento interno, da integração dos programas de VIH nos sistemas de saúde e protecção social e da intensificação dos esforços para combater o estigma e a discriminação.

Adiantou que estes esforços têm produzido resultados concretos, salientando que o Programa de Prevenção da Transmissão Vertical permitiu alcançar 81% das mulheres grávidas que vivem com VIH, contribuindo para a redução da transmissão de mãe para filho de 26%, em 2019, para 13%, em 2025.

Apesar dos progressos alcançados, disse que o VIH/SIDA continua a representar um importante desafio de saúde pública em Angola. No último ano, foram registadas *aproximadamente 21 mil novas infecções e 13 mil mortes relacionadas com a SIDA, afectando de forma desproporcional mulheres, raparigas e populações-chave.

O Embaixador Francisco José da Cruz manifestou igualmente o apoio do país à *Declaração Política sobre o VIH/SIDA de 2026, considerando-a um compromisso renovado para acelerar a resposta global à epidemia.

Neste contexto, destacou quatro prioridades fundamentais, nomeadamente o reforço da solidariedade internacional e do financiamento sustentável; a garantia de acesso equitativo à inovação, incluindo tecnologias de prevenção de longa duração, a promoção e protecção dos direitos humanos através do apoio contínuo às respostas lideradas pelas comunidades e o fortalecimento de um sistema multilateral eficaz, com a ONUSIDA no centro dos esforços globais.

Reafirmou o apoio de Angola à Declaração de Lusaka e à Posição Comum Africana sobre o VIH, enfatizando que nenhum país conseguirá acabar com a SIDA isoladamente.

“A solidariedade global, a responsabilidade partilhada e o financiamento sustentável continuam a ser essenciais para alcançar os objectivos comuns”, defendeu.

Por fim, o Embaixador Francisco José da Cruz reiterou o compromisso inabalável de Angola em trabalhar com todos os parceiros para pôr fim à SIDA como ameaça à saúde pública até 2030, assegurando que ninguém seja deixado para trás e que os direitos, a saúde e a dignidade de todas as pessoas afectadas pelo VIH sejam plenamente respeitados, protegidos e promovidos.

Fonte: MPAONU
Governo 22-06-2026
ANGOLA DEFENDE CRIAÇÃO DE EMPREGO COMO PILAR DA COESÃO SOCIAL E DA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ

Nova Iorque, 22 de junho de 2026 – Angola reiterou hoje, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a importância da criação de emprego como instrumento fundamental para o reforço da coesão social, da resiliência das comunidades e da consolidação da paz sustentável.

A posição foi apresentada por Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, durante a Reunião Conjunta de 2026 do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e da Comissão para a Consolidação da Paz (CCP), realizada sob o tema “ Do Risco à Resiliência: Promover a Coesão Social através da Criação de Emprego em Contextos de Consolidação da Paz”.

Na sua intervenção, o diplomata angolano destacou a relevância do tema para o desenvolvimento sustentável e a manutenção da paz, sublinhando que, para Angola, a criação de emprego representa muito mais do que uma prioridade económica, constituindo um verdadeiro caminho para a transformação social e para o fortalecimento da estabilidade.

“O trabalho digno promove a inclusão, a dignidade e as oportunidades, especialmente para os jovens, permitindo-lhes contribuir activamente para as suas comunidades e para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

O Embaixador Francisco José da Cruz recordou a experiência de Angola enquanto país que emergiu, em 2002, de quase três décadas de conflito armado, salientando que o investimento na juventude continua a ser um elemento central na construção de uma sociedade pacífica, resiliente e inclusiva.

Nesse contexto, destacou os esforços desenvolvidos pelo Executivo angolano no reforço do capital humano, na expansão da protecção social e na promoção do desenvolvimento económico local, apontando o Programa KWENDA como um exemplo concreto da ligação entre a protecção social e a inclusão económica das famílias e comunidades mais vulneráveis.

Ressaltou igualmente o papel estratégico do Corredor do Lobito na promoção do crescimento económico, da criação de emprego e da integração regional, gerando benefícios tangíveis para o desenvolvimento sustentável e para a estabilidade das comunidades.

O Representante Permanente de Angola, defendeu ainda que as estratégias de emprego em contextos de consolidação da paz devem privilegiar o investimento em competências, o empoderamento das mulheres e dos jovens, o apoio ao empreendedorismo e o fortalecimento das pequenas e médias empresas, como factores essenciais para o desenvolvimento inclusivo.

Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso do país com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2063 da União Africana, apelando à continuidade dos esforços internacionais para colocar as pessoas no centro das políticas de desenvolvimento.

“Alargar o acesso ao trabalho digno e às oportunidades económicas é fundamental para construir sociedades mais inclusivas, coesas e resilientes”, concluiu.

Fonte: MPAONU
Governo 20-06-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO COM A AGENDA MULHERES, PAZ E SEGURANÇA

A República de Angola reafirmou esta quarta-feira, 17, na sede da ONU, em Nova Iorque, o seu compromisso com a implementação da Agenda Mulheres, Paz e Segurança durante o Debate Aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas subordinado ao tema “ A Paz é Decidida com as Mulheres: Saindo do Conflito através do Aumento da sua Participação”.

Na sua intervenção, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, destacou que, vinte e cinco anos após a adopção da Resolução 1325 (2000), permanece inquestionável que a participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres constitui um elemento indispensável para a prevenção e resolução de conflitos, a consolidação da paz e o desenvolvimento sustentável.

“A experiência demonstra que a paz é mais sustentável quando é inclusiva. As mulheres não são apenas vítimas dos conflitos; são também protagonistas essenciais na construção da paz, na reconciliação e na recuperação das comunidades”, afirmou o Embaixador Francisco José da Cruz.

Recordou a experiência de Angola nos processos de reconciliação nacional e reconstrução pós-conflito, salientando o papel determinante desempenhado pelas mulheres na promoção da coesão social, na recuperação das comunidades afectadas e na reintegração social.

Destacou igualmente os avanços alcançados através da implementação do Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança, adoptado em 2017, instrumento que contribuiu para reforçar a participação das mulheres nos processos de tomada de decisão, promover políticas sensíveis ao género e fortalecer a protecção contra a violência baseada no género.

Neste contexto, o Embaixador informou que Angola concluiu com êxito o seu primeiro Plano Nacional de Acção, estando actualmente a desenvolver um segundo plano, destinado a consolidar os progressos alcançados e a responder aos desafios ainda existentes.

Perante o actual contexto internacional, marcado por crescentes tensões geopolíticas e crises multidimensionais, o Embaixador Francisco José da Cruz apelou à comunidade internacional para intensificar esforços destinados a assegurar a participação efectiva das mulheres nos processos de paz, transformando compromissos políticos em resultados concretos.

“O envolvimento significativo das mulheres nas negociações e nos mecanismos de mediação não é apenas uma questão de justiça e igualdade; é uma condição essencial para alcançar acordos de paz mais duradouros e sociedades mais resilientes”, sublinhou.

Saudou o Compromisso Comum do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Participação Plena, Igualitária e Significativa das Mulheres nos Processos de Paz, reconhecendo o papel indispensável das organizações lideradas por mulheres, das mediadoras e das redes comunitárias na prevenção de conflitos, no diálogo e na reconciliação.

No âmbito do 25.º aniversário da Resolução 1325, defendeu uma acção renovada assente em quatro prioridades fundamentais, nomeadamente a *institucionalização de práticas de mediação inclusivas em todos os processos de paz; o fortalecimento dos Planos Nacionais de Acção através de recursos adequados e mecanismos de responsabilização; a expansão do apoio directo às organizações da sociedade civil lideradas por mulheres; e o reforço da integração das perspectivas de género nas políticas de paz, segurança e recuperação pós-conflito.

Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso de Angola com a promoção da inclusão e da liderança das mulheres a nível nacional, regional e internacional, destacando que o fortalecimento da participação feminina constitui um factor essencial para a construção de sociedades mais pacíficas, justas e sustentáveis.

Fonte: MPAONU
Governo 11-06-2026
CORPO DIPLOMÁTICO NA ONU PRESTA HOMEMGEM A MANUEL AUGUSTO, RECONHECENDO O SEU COMPROMISSO INABALÁVEL COM. A COOPERAÇÃO MULTILATERAL

**No Livro de Condolências aberto desde terça-feira, 9, nas instalações da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, o Representante Permanente,Embaixador Francisco José da Cruz, destaca que o antigo Ministro será lembrado pelo seu firme empenho na integração africana, no multilateralismo e no fortalecimento da solidariedade e cooperação entre as nações africanas.
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“Numa carreira ilustre dedicada ao serviço da nação, representou Angola com distinção em diversas missões e liderou a delegação angolana ao Parlamento Panafricano”, menciona o diplomata angolano.

O Embaixador Francisco José da Cruz recorda que, enquanto Ministro das Relações Exteriores, o Embaixador Manuel Augusto trabalhou incansavelmente para fortalecer parcerias estratégicas a nível bilateral e multilateral, promovendo a paz, a estabilidade e a cooperação.

Defendeu a consolidação das relações com parceiros internacionais, fomentando investimentos e promovendo o investimento direto estrangeiro em Angola.

O Embaixador Francisco José da Cruz salienta que o falecido liderou a bem-sucedida campanha que garantiu a eleição de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2015-2016.

>“O seu legado de serviço dedicado, princípios, liderança e excelência diplomática continuará a inspirar as gerações futuras”, lê-se na mensagem.
O Representante Permanente de Cuba, Ernesto Soberón Guzmán, elogia o falecido como um grande líder político e amigo de Cuba, que contribuiu incansavelmente para o fortalecimento das relações históricas e fraternais entre os dois países e povos.

Na sua mensagem de condolências endereçada à Missão Permanente de Angola, o Representante Permanente da República Popular da China, Fu Cong, enfatiza que a dedicação e visão do antigo Ministro das Relações Exteriores impulsionaram as relações de cooperação entre Angola e a China. Sublinha que Manuel Augusto fez contribuições inestimáveis para essa amizade duradoura, deixando um legado permanente de apoio mútuo.

O Representante Permanente da Itália, Giorgio Marrapodi, destaca a liderança e dedicação de Manuel Augusto na promoção das relações entre os dois países, assim como o seu compromisso com os valores multilaterais.

Por sua vez, o Representante Permanente do Burundi, Zéphyrin Maniratanga, valoriza o compromisso inabalável do falecido com a Unidade Africana e as suas inestimáveis contribuições para a diplomacia, a cooperação multilateral e o progresso do continente africano.

Mensagens de condolências também foram recebidas das Missões Permanentes da Eritreia, Finlândia, Irão, Libéria, Moçambique, Países Baixos, Quénia, Sérvia, Suécia, Luxemburgo, Timor-Leste, Turquia, Uruguai e Zâmbia.

O Livro de Condolências em memória do antigo Ministro das Relações Exteriores permanecerá aberto nas instalações da Missão Permanente de Angola até sexta-feira, 12 de junho, sendo possível enviar mensagens por via eletrónica.

Fonte: MPAONU

novaiorqueonu.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Francisco José da Cruz



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