Notícias



Clique para assistir o vídeo!

Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Governo 02-07-2026
ANGOLA APRESENTA NA ONU EXPERIÊNCIA DA CIVICOP COMO EXEMPLO DE RECONCILIAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA PAZ

Nova Iorque, 25 de junho de 2026 – Angola destacou, esta quinta-feira, na sede das Nações Unidas, os progressos alcançados na promoção da reconciliação nacional e da coesão social através da Comissão para a Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP),apontando a iniciativa como uma importante contribuição para os esforços de consolidação de uma paz duradoura.

A apresentação foi feita pelo Embaixador Francisco José da Cruz, Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, durante a Sessão Anual da Comissão de Consolidação da Paz, realizada no quadro das celebrações do vigésimo aniversário da Arquitectura de Consolidação da Paz da ONU.

Na ocasião, o diplomata destacou que a trajectória de Angola demonstra a importância da apropriação nacional, do diálogo inclusivo e das parcerias sustentadas na prevenção de conflitos e na promoção da estabilidade.Após décadas de conflito, o país tem vindo a consolidar a paz através do fortalecimento das instituições, da reconstrução nacional e da valorização de iniciativas voltadas para a cura das feridas do passado.

Neste contexto, foi realçado o papel desempenhado pela CIVICOP na localização, identificação e entrega dos restos mortais das vítimas dos conflitos políticos ocorridos entre 1975 e 2002 às respectivas famílias.

O processo, segundo o Embaixador Francisco José da Cruz, permitiu a realização de cerimónias fúnebres condignas e representou um importante gesto de reconhecimento, respeito e solidariedade para com milhares de cidadãos afectados por esse período da história nacional.

Realçou que esta iniciativa demonstra que o tratamento responsável do legado dos conflitos constitui um elemento essencial para fortalecer a confiança entre os cidadãos, preservar a memória coletiva e reforçar a unidade nacional.

“A abordagem adoptada assenta em princípios de dignidade humana, inclusão e respeito pelas vítimas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais coesa e resiliente”, ressaltou.

Durante a sua intervenção, o Representante Permanente de Angola defendeu igualmente um maior investimento internacional na prevenção de conflitos e na consolidação da paz, sublinhando a necessidade de uma atuação mais integrada e sustentável das Nações Unidas no apoio às prioridades definidas pelos Estados.

Reiterou que os resultados mais duradouros são alcançados quando as respostas internacionais complementam os esforços nacionais e permanecem para além das fases imediatas de pós-conflito.

Olhando para o futuro, Angola reafirmou a sua determinação em continuar a promover a diplomacia preventiva, o diálogo inclusivo e a partilha de experiências com países em processo de recuperação pós-conflito, contribuindo para os esforços internacionais de promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento sustentável.

REAFIRMADO O COMPROMISSO COM A PROTECÇÃO DAS CRIANÇAS AFECTADAS POR CONFLITOS ARMADOS
Ainda nesta quinta-feira, durante o Debate Aberto do Conselho de Segurança sobre Crianças e Conflitos Armados, o Embaixador Francisco José da Cruz evidenciou os progressos alcançados no âmbito desta agenda das Nações Unidas, incluindo a libertação de mais de 220 mil crianças anteriormente associadas a forças e grupos armados.

Apesar destes avanços, manifestou preocupação com a persistência de graves violações contra crianças em contextos de conflito, particularmente em África, defendendo o reforço da protecção infantil nos processos de prevenção e resolução de conflitos, bem como a responsabilização dos autores dessas violações.

Ao assinalar o trigésimo aniversário da agenda Crianças e Conflitos Armados, Angola apelou ao reforço do apoio político, técnico e financeiro da comunidade internacional para assegurar a continuidade dos progressos alcançados.

A delegação angolana reiterou que a protecção das crianças deve permanecer no centro dos esforços internacionais de promoção da paz e da segurança, reafirmando o compromisso do país com a defesa dos direitos e do bem-estar das crianças afectadas por conflitos armados.

Fonte: MPAONU
Governo 01-07-2026
MISSÃO PERMANENTE DE ANGOLA INICIA CELEBRAÇÕES DOS 50 ANOS DE ADMISSÃO DO PAÍS COMO MEMBRO EFECTIVO DA ONU

A Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, deu início nesta terça-feira, 30, ao programa de actividades comemorativas dos 50 anos de admissão de Angola na Organização das Nações Unidas, marco histórico que assinala meio século de participação activa do país na diplomacia multilateral.

Como primeira acçao das celebrações, a Missão promoveu uma visita guiada às instalações da sede das Nações Unidas, destinada aos cônjuges e filhos dos diplomatas angolanos destacados em Nova Iorque.

A iniciativa teve como objectivo aproximar as famílias do ambiente institucional onde Angola exerce a sua representação, reforçando o entendimento sobre o papel do país na maior plataforma de diplomacia mundial.

Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura e o funcionamento dos seis órgãos principais da ONU, nomeadamente: Assembleia Geral, Conselho de Segurança, Conselho Económico e Social, Tribunal Internacional de Justiça, Secretariado e Conselho de Tutela.

A ocasião permitiu compreender de forma mais aprofundada o trabalho desenvolvido pela Missão Permanente em cada um desses espaços.

A actividade permitiu contextualizar o engajamento de Angola na ONU, destacando o contributo do país para a promoção da paz, da cooperação internacional, do desenvolvimento sustentável e do diálogo multilateral ao longo das últimas cinco décadas.

As celebrações dos 50 anos de Angola na ONU prosseguirão ao longo do ano com um conjunto de iniciativas institucionais, culturais e diplomáticas que visam valorizar o percurso do país na organização e reforçar o compromisso de Angola com o multilateralismo e a diplomacia internacional.

Fonte: MPAONU
Governo 26-06-2026
ANGOLA DEFENDE IMPLEMENTAÇÃO EFECTIVA DAS RESOLUÇÕES DO CONSELHO DE SEGURANÇA PARA REFORÇAR A PAZ E A SEGURANÇA INTERNACIONAIS

Nova Iorque, 25 de Junho de 2026 – A República de Angola defendeu, nas Nações Unidas, a necessidade de assegurar a implementação plena, atempada, consistente e não selectiva das resoluções do Conselho de Segurança, sublinhando que a eficácia, a autoridade e a credibilidade deste órgão dependem não apenas da adopção das suas decisões, mas também da sua efectiva concretização.

Esta posição foi apresentada ontem 24, pelo Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, durante a reunião do Método Arria do Conselho de Segurança subordinada ao tema “Superar a Lacuna de Implementação: Resoluções do Conselho de Segurança e a Manutenção da Paz e da Segurança Internacionais”

Na sua intervenção, o diplomata angolano salientou que a insuficiente implementação das resoluções do Conselho de Segurança compromete a confiança no multilateralismo, enfraquece o respeito pelo direito internacional e pode contribuir para a persistência e agravamento de conflitos*, com consequências negativas para a paz e a segurança internacionais.

O Embaixador Francisco José da Cruz observou igualmente que a falta de execução efectiva das decisões adoptadas pelo Conselho afecta a credibilidade do sistema de segurança colectiva estabelecido pela Carta das Nações Unidas, tornando indispensável o reforço dos mecanismos de acompanhamento e responsabilização.

Neste contexto, defendeu o fortalecimento dos *mecanismos de monitorização, avaliação e acompanhamento da implementação das resoluções do Conselho de Segurança, através da definição de objectivos claros, calendários realistas e procedimentos regulares de prestação de contas. Segundo referiu, tais medidas permitiriam avaliar melhor os progressos alcançados, identificar desafios persistentes e assegurar que as decisões adoptadas produzam resultados concretos no terreno.

O Representante Permanente destacou ainda a importância de reforçar a cooperação entre o Conselho de Segurança, a União Africana e outras organizações regionais, em conformidade com o Capítulo VIII da Carta das Nações Unidas. Sublinhou que uma parceria mais estreita poderá contribuir para o fortalecimento da diplomacia preventiva, dos esforços de mediação, das operações de apoio à paz e das iniciativas de consolidação da paz, particularmente em África.

Durante a reunião, reiterou igualmente que a reforma do Conselho de Segurança continua a constituir uma prioridade fundamental para o fortalecimento do sistema multilateral.

O Embaixador Francisco José da Cruz enfatizou que a eficácia das decisões do Conselho está intimamente ligada à sua legitimidade, representatividade e capacidade de reflectir as realidades geopolíticas contemporâneas.

Neste quadro, reiterou o apoio do país a uma reforma abrangente do Conselho de Segurança, incluindo a correcção da histórica sub-representação de África, em conformidade com o Consenso de Ezulwini e a Declaração de Sirte.

Ao concluir a sua intervenção, o Representante Permanente reafirmou o compromisso de Angola com o multilateralismo, os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, bem como com a promoção de uma ordem internacional baseada no respeito pelo direito internacional, pela soberania dos Estados, pelo diálogo e pela cooperação entre as nações.

Fonte: MPAONU
Governo 25-06-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO DE ERRADICAR A SIDA COMO AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA ATÉ 2030

Nova Iorque, 22 de Junho de 2026 – O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, sublinhou nesta segunda-feira, 22, em Nova Iorque, o compromisso de eliminar a SIDA como ameaça à saúde pública até 2030.

O posicionamento foi reiterado durante o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Implementação da Declaração de Compromisso sobre o VIH/SIDA e das Declarações Políticas sobre o VIH/SIDA.

Na ocasião, o Embaixador Francisco José da Cruz realçou que, vinte e cinco anos após a histórica Sessão Especial da Assembleia Geral sobre o VIH/SIDA, realizada em 2001, a resposta global enfrenta desafios significativos, uma vez que as metas para 2025 não foram plenamente alcançadas e o mundo permanece distante do objectivo de pôr fim à SIDA até 2030.

O diplomata assinalou que Angola tem vindo a reforçar a sua resposta nacional através do aumento do investimento interno, da integração dos programas de VIH nos sistemas de saúde e protecção social e da intensificação dos esforços para combater o estigma e a discriminação.

Adiantou que estes esforços têm produzido resultados concretos, salientando que o Programa de Prevenção da Transmissão Vertical permitiu alcançar 81% das mulheres grávidas que vivem com VIH, contribuindo para a redução da transmissão de mãe para filho de 26%, em 2019, para 13%, em 2025.

Apesar dos progressos alcançados, disse que o VIH/SIDA continua a representar um importante desafio de saúde pública em Angola. No último ano, foram registadas *aproximadamente 21 mil novas infecções e 13 mil mortes relacionadas com a SIDA, afectando de forma desproporcional mulheres, raparigas e populações-chave.

O Embaixador Francisco José da Cruz manifestou igualmente o apoio do país à *Declaração Política sobre o VIH/SIDA de 2026, considerando-a um compromisso renovado para acelerar a resposta global à epidemia.

Neste contexto, destacou quatro prioridades fundamentais, nomeadamente o reforço da solidariedade internacional e do financiamento sustentável; a garantia de acesso equitativo à inovação, incluindo tecnologias de prevenção de longa duração, a promoção e protecção dos direitos humanos através do apoio contínuo às respostas lideradas pelas comunidades e o fortalecimento de um sistema multilateral eficaz, com a ONUSIDA no centro dos esforços globais.

Reafirmou o apoio de Angola à Declaração de Lusaka e à Posição Comum Africana sobre o VIH, enfatizando que nenhum país conseguirá acabar com a SIDA isoladamente.

“A solidariedade global, a responsabilidade partilhada e o financiamento sustentável continuam a ser essenciais para alcançar os objectivos comuns”, defendeu.

Por fim, o Embaixador Francisco José da Cruz reiterou o compromisso inabalável de Angola em trabalhar com todos os parceiros para pôr fim à SIDA como ameaça à saúde pública até 2030, assegurando que ninguém seja deixado para trás e que os direitos, a saúde e a dignidade de todas as pessoas afectadas pelo VIH sejam plenamente respeitados, protegidos e promovidos.

Fonte: MPAONU
Governo 22-06-2026
ANGOLA DEFENDE CRIAÇÃO DE EMPREGO COMO PILAR DA COESÃO SOCIAL E DA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ

Nova Iorque, 22 de junho de 2026 – Angola reiterou hoje, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a importância da criação de emprego como instrumento fundamental para o reforço da coesão social, da resiliência das comunidades e da consolidação da paz sustentável.

A posição foi apresentada por Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, durante a Reunião Conjunta de 2026 do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e da Comissão para a Consolidação da Paz (CCP), realizada sob o tema “ Do Risco à Resiliência: Promover a Coesão Social através da Criação de Emprego em Contextos de Consolidação da Paz”.

Na sua intervenção, o diplomata angolano destacou a relevância do tema para o desenvolvimento sustentável e a manutenção da paz, sublinhando que, para Angola, a criação de emprego representa muito mais do que uma prioridade económica, constituindo um verdadeiro caminho para a transformação social e para o fortalecimento da estabilidade.

“O trabalho digno promove a inclusão, a dignidade e as oportunidades, especialmente para os jovens, permitindo-lhes contribuir activamente para as suas comunidades e para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

O Embaixador Francisco José da Cruz recordou a experiência de Angola enquanto país que emergiu, em 2002, de quase três décadas de conflito armado, salientando que o investimento na juventude continua a ser um elemento central na construção de uma sociedade pacífica, resiliente e inclusiva.

Nesse contexto, destacou os esforços desenvolvidos pelo Executivo angolano no reforço do capital humano, na expansão da protecção social e na promoção do desenvolvimento económico local, apontando o Programa KWENDA como um exemplo concreto da ligação entre a protecção social e a inclusão económica das famílias e comunidades mais vulneráveis.

Ressaltou igualmente o papel estratégico do Corredor do Lobito na promoção do crescimento económico, da criação de emprego e da integração regional, gerando benefícios tangíveis para o desenvolvimento sustentável e para a estabilidade das comunidades.

O Representante Permanente de Angola, defendeu ainda que as estratégias de emprego em contextos de consolidação da paz devem privilegiar o investimento em competências, o empoderamento das mulheres e dos jovens, o apoio ao empreendedorismo e o fortalecimento das pequenas e médias empresas, como factores essenciais para o desenvolvimento inclusivo.

Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso do país com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2063 da União Africana, apelando à continuidade dos esforços internacionais para colocar as pessoas no centro das políticas de desenvolvimento.

“Alargar o acesso ao trabalho digno e às oportunidades económicas é fundamental para construir sociedades mais inclusivas, coesas e resilientes”, concluiu.

Fonte: MPAONU

novaiorqueonu.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Francisco José da Cruz



Canais de Atendimento


Parceiros