50
anos
Angola na
Organização das Nações Unidas
1976-2026
Meio século de compromisso com a paz, a cooperação
e o desenvolvimento entre os povos
Notícias
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Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU
Francisco José da Cruz
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50 ANOS DE ANGOLA NA ONU
**O 50.º Aniversário da admissão da República de Angola como Estado-Membro da Organização das Nações Unidas, a 1 de Dezembro de 1976, constitui um marco de elevado significado histórico, político, diplomático e institucional, assinalando cinco décadas de afirmação internacional do País e de participação activa no sistema multilateral.** A celebração desta efeméride representa uma oportunidade singular para evocar o percurso histórico de Angola desde a conquista da Independência Nacional, valorizar a sua trajectória diplomática e destacar o contributo do País para a promoção da paz, da segurança, da cooperação internacional e do desenvolvimento sustentável. Constitui, igualmente, um momento privilegiado para reafirmar o compromisso de Angola com os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, particularmente a igualdade soberana dos Estados, o respeito pela integridade territorial, a resolução pacífica de controvérsias, a solidariedade entre os povos e o fortalecimento do multilateralismo. Ao longo destas cinco décadas, Angola consolidou a sua presença no panorama internacional, desempenhando um papel relevante nos processos de libertação da África Austral, com destaque para o apoio às independências do Zimbabwe e da Namíbia e à luta contra o apartheid na África do Sul. A experiência nacional de conquista da paz, reconciliação e reconstrução pós-conflito constitui, igualmente, uma referência importante da contribuição angolana para os esforços internacionais de prevenção, mediação e resolução de conflitos, particularmente no continente africano. No âmbito das Nações Unidas, a participação de Angola nos principais órgãos da Organização, incluindo os seus mandatos como membro não permanente do Conselho de Segurança, reflecte o compromisso do País com a manutenção da paz e da segurança internacionais, a defesa do direito internacional e a promoção de soluções multilaterais para os desafios globais. Num contexto internacional marcado por profundas transformações geopolíticas, económicas, tecnológicas e ambientais, as comemorações deverão também projectar a visão de Angola sobre o futuro das Nações Unidas e da governação global, com particular enfoque na necessidade de um sistema multilateral mais representativo, inclusivo, equitativo e eficaz, que assegure uma participação mais justa do continente africano nos processos internacionais de tomada de decisão. Neste sentido, as celebrações deverão destacar, entre outras dimensões fundamentais: • A afirmação da soberania nacional e a consolidação da presença internacional de Angola; • O contributo do País para os processos de libertação e transformação política da África Austral; • A experiência angolana de paz, reconciliação nacional e reconstrução pós-conflito; • A participação activa de Angola nos principais órgãos das Nações Unidas, com destaque para os seus mandatos no Conselho de Segurança; • O crescente papel do País na prevenção, mediação e resolução de conflitos em África; • A defesa do multilateralismo, do direito internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas; • O compromisso com o desenvolvimento sustentável, a cooperação internacional e a integração africana; • A promoção da reforma da governação global e de uma representação mais justa e equitativa de África; • As perspectivas e prioridades estratégicas para os próximos cinquenta anos da presença de Angola nas Nações Unidas. Para além da sua dimensão política e diplomática, as comemorações deverão constituir uma plataforma de valorização e projecção internacional da história, cultura, identidade e potencialidades de Angola, articulando a diplomacia política, pública, cultural e económica. Mais do que uma evocação histórica, o 50.º Aniversário da admissão de Angola nas Nações Unidas deverá afirmar-se como um momento de reflexão sobre o percurso realizado, de reconhecimento das contribuições do País para a comunidade internacional e de renovação do seu compromisso com a construção de um futuro de paz, estabilidade, solidariedade e prosperidade partilhada. Embaixador Francisco José da Cruz Representante Permanente da República de Angola junto das Nações Unidas
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ANGOLA DEFENDE VALORIZAÇÃO DOS ACTIVOS ESTRATÉGICOS DE ÁFRICA E REFORÇO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
**Nova Iorque, 12 de Outubro de 2026 — O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência o Embaixador Francisco José da Cruz, defendeu, esta segunda-feira, na sede da ONU, o reforço do financiamento ao desenvolvimento, a valorização dos activos estratégicos africanos e o fortalecimento das instituições nacionais para promover a paz duradoura, a integração regional e o desenvolvimento sustentável em África.** O diplomata interveio no debate conjunto da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o desenvolvimento de África, ocasião em que reafirmou o compromisso de Angola com a implementação da Agenda 2063 da União Africana e da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Na sua intervenção, sublinhou a importância da liderança africana, de instituições eficazes e de parcerias estratégicas alinhadas com as prioridades do continente.
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ANGOLA APONTA PRIORIDADES PARA REFORÇAR O COMBATE AO TERRORISMO INTERNACIONAL
**Nova Iorque, 7 de Outubro de 2026 – Angola defendeu, esta terça-feira, 6, na sede das Nações Unidas, a necessidade de uma *resposta internacional mais coordenada, abrangente e sustentável ao terrorismo*, alertando para a expansão e crescente sofisticação das redes terroristas no continente africano.** A posição foi expressa pelo Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, *Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz*, durante o debate da Sexta Comissão da Assembleia Geral, dedicado ao tema “*Medidas para Eliminar o Terrorismo Internacional*”. Na sua intervenção, o diplomata angolano reiterou a *condenação inequívoca de Angola ao terrorismo em todas as suas formas e manifestações*, sublinhando que nenhuma consideração política, ideológica, religiosa ou de outra natureza pode justificar actos terroristas.
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PR DISCURSOU NA TRIBUNA DA ONU
**Nova Iorque, 12 de Outubro de 2026 ”NENHUMA ARMA É MAIS PODEROSA QUE A DIPLOMACIA” Nova Iorque, 22 de Sembro de 2026 - Sua Excelência António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, - Sua Excelência Khalilur Rahman, Presidente da 81ª Assembleia Geral, - Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo, - Distintos Delegados, -Minhas Senhoras, Meus Senhores, Permitam-me felicitar Sua Excelência Khalilur Rahman, pela sua eleição ao cargo de Presidente da Octogésima Primeira Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na esperança de que, com a sua vasta experiência e o seu profundo conhecimento da nossa organização internacional, prestará um valioso serviço às Nações Unidas, que têm pela frente desafios complexos a superar para conseguir reassumir o seu papel central na articulação dos grandes temas das relações internacionais contemporâneas. Felicito igualmente a Senhora Annalena Baerbock, que lhe antecedeu no exercício dessas nobres funções e não poupou esforços no decurso do mandato que exerceu com inegável competência, para preservar o papel das Nações Unidas na abordagem das questões que mais preocupam a comunidade internacional na actualidade. Gostaria também de felicitar Sua Excelência o Secretário-Geral, António Guterres, que vem trabalhando de forma incansável e se dedicado com persistente devoção às grandes causas mundiais, lançando as pontes para o diálogo na busca de soluções pacíficas para os problemas que a Humanidade enfrenta nos dias de hoje. Destacamos o seu contributo exemplar como homem de diálogo, defensor da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, incansável defensor da necessidade de proteção do planeta dos efeitos nefastos das alterações climáticas e precursor do debate global sobre a governação mundial da Inteligência Artificial. Sr. Presidente, Excelências, A Assembleia Geral das Nações Unidas acontece sempre no mês de Setembro, porém a deste ano acontece passados que são 25 anos do acto terrorista que destruiu as torres gêmeas em Nova York e atingiu outros alvos em território americano, tendo causado milhares de mortos e feridos civis, alguns deles com sequelas que carregam no corpo e na alma até aos dias de hoje. Aproveitamos esta oportunidade para mais uma vez condenar o terrorismo e todas as suas formas, onde quer que tenham lugar. Para além do terrorismo que continua activo em alguns países particularmente em África, a situação de paz e segurança mundiais vem se agravando ano após ano, até chegarmos ao momento actual em que constatamos, com profunda preocupação, que o mundo tomou um rumo que o aproxima assustadoramente de uma conflagração global. Ao longo desses anos, Angola procurou dar a sua contribuição à construção e consolidação da paz em África e no mundo, mas o actual quadro não traduz de modo algum os anseios dos povos à harmonia e ao entendimento entre as nações. Inserem-se nesta categoria de contribuições pela paz várias iniciativas levadas a cabo em África, de que destaco a “21ª Conferência Extraordinária da União Africana sobre o Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”, realizada recentemente em Luanda, que abriu uma perspetiva séria e segura de resolução dos problemas que afectam a paz e a estabilidade no continente africano. Merece igualmente atenção particular a realização, no mês de Julho deste ano em Luanda em parceria com a Aliança das Civilizações das Nações Unidas, da Terceira Edição da “Iniciativa do Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e pelo Respeito do Direito Internacional”. Neste mesmo contexto, Angola acolherá no próximo mês de Outubro, o “Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e da Não-Violência, Bienal de Luanda”. O nosso empenho nos assuntos que dizem respeito à paz, à resolução dos conflitos pela via do diálogo, ao respeito pelas normas que regem as relações internacionais e pela defesa do Direito Internacional, é levado a sério pelo meu país, que não regateia esforços para aproximar partes em conflito e criar consensos em África. Continuamos disponíveis para dedicar a nossa atenção e contribuição à resolução dos conflitos que persistem no continente. O nosso paradigma de iniciativas voltadas para a construção da paz assenta na busca de soluções realistas e sustentáveis, dentro do princípio de soluções africanas para os conflitos em África. Apelamos à implementação efectiva da Resolução 2719 do Conselho de Segurança, que deve assegurar o financiamento previsível, adequado e sustentável das operações de apoio à paz lideradas pela União Africana e autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pois investir na capacidade africana de prevenir e resolver conflitos é investir também na paz e segurança internacionais. Excelências, Minhas Senhoras, Meus Senhores, Esta sessão da Assembleia Geral tem um importante significado para o meu país, por estar a decorrer no ano em que celebramos o quinquagésimo aniversário da aceitação da República de Angola como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas, ocorrida em Dezembro de 1976. Naquela altura, foi uma conquista histórica para o povo angolano que aguardou mais de doze meses desde a data da proclamação da sua Independência Nacional, para o país ser aceite como sujeito de pleno direito na comunidade internacional. Este evento de grande significado para a história do meu país ocorreu num contexto mundial em que Angola se tornou vítima da confrontação entre as potências mundiais, na disputa pelo controle de zonas de influência no âmbito da Guerra Fria. Todo o nosso percurso até ao alcance da paz em 2002 esteve fortemente ligado às disputas dessa época, que condicionaram a realização dos sonhos dos angolanos e dos seus projectos de construção de uma nação próspera e apostada no seu desenvolvimento. Estes factos pertencem ao passado, mas deixaram-nos um manancial de experiência e de ensinamentos de que nos temos servido para construir a paz, o entendimento e a reconciliação entre todos os angolanos e para traçar os rumos da nossa política externa. A consolidação da paz e da reconciliação nacional são hoje um facto, como tem vindo a ser evidenciado com gestos concretos, de entre os quais a realização de cerimónias de condecorações aos principais líderes políticos da luta de libertação nacional e a membros representantes de todas as franjas da sociedade civil, no quadro dos 50 anos da Independência Nacional. Ainda neste quadro, será inaugurado no próximo mês de Outubro em Luanda, o monumento em memória a todas as vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola, desde a proclamação da Independência Nacional até ao alcance da paz em Abril de 2002.
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