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Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Governo 28-07-2026
EMBAIXADOR RECEBE PRESIDENTE DA UCT INTERNATIONAL CULTURE DEVELOPMENT INC

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, recebeu, na manhã desta terça-feira, 28/07/26, a Senhora Yiling Li, Presidente da UCT International Culture Development INC., organização não governamental com Estatuto Consultivo Especial junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).

Durante o encontro, realizado nas instalações da Missão Permanente de Angola junto da ONU, a Senhora Yiling Li apresentou os serviços da organização que dirige e manifestou a sua disponibilidade em cooperar com Angola em diversas iniciativas no âmbito da diplomacia pública, cultural e da promoção de parcerias internacionais.

Para os próximos tempos, a Presidente da UCT International Culture Development INC. prevê realizar entrevistas com alguns Representantes Permanentes junto das Nações Unidas, manifestando o interesse em contar com a participação de Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz.

Por sua vez, o Chefe da Missão Permanente de Angola reafirmou a disponibilidade de colaborar com a International Culture Development INC., com vista ao fortalecimento de iniciativas alinhadas com a agenda de Angola nas Nações Unidas, particularmente nos domínios da cooperação internacional, cultura e desenvolvimento sustentável.

No final do encontro, Sua Excelência Embaixdor Francisco José da Cruz foi agraciado com uma oferta simbólica representativa da cultura chinesa.

Yiling Li é especialista em relações públicas internacionais sino-americanas, defensora da diplomacia cultural internacional, filantropa, promotora de investimentos internacionais, profissional sénior de comunicação social e especialista na organização de grandes eventos internacionais.

Ao longo de mais de duas décadas de actividade, tem-se dedicado ao desenvolvimento das relações públicas internacionais, da diplomacia cultural, da cooperação global e da promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

Possui vasta experiência na mobilização e integração de recursos internacionais, comunicação diplomática, organização de conferências de alto nível e promoção da colaboração intercultural.

Fonte: MPAONU
Governo 23-07-2026
MINISTRO TÉTE ANTÓNIO MANTÉM ENCONTROS BILATERAIS COM SECRETÁRIO-GERAL DA ONU E SECRETÁRIA-GERAL ADJUNTA

Nova Iorque, 22 de julho de 2026 – À margem da sua participação no Debate Aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Ministro das Relações Exteriores da República de Angola, Sua Excelência Embaixador Téte António, manteve , esta quarta-feira, encontros bilaterais de alto nível com o Secretário-Geral das Nações Unidas, Sua Excelência António Guterres, e com a Secretária-Geral Adjunta, Sua Excelência Amina J. Mohammed.

Durante o encontro de cortesia com o Secretário-Geral das Nações Unidas, as duas entidades procederam a uma troca de impressões sobre o estado da cooperação entre Angola e as Nações Unidas, reiterando o compromisso de reforçar a parceria em áreas de interesse comum.

A conversa incidiu igualmente sobre temas prioritários da agenda das Nações Unidas, com destaque para os desafios à paz e segurança internacionais, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento do multilateralismo.

No final do encontro, o Ministro Téte António, procedeu à assinatura do Livro de Honra do Secretário-Geral das Nações Unidas, acto que assinalou a importância da visita e simbolizou o compromisso de Angola com o fortalecimento da cooperação e da parceria estratégica com as Nações Unidas.

Posteriormente, o Chefe da diplomacia angolana reuniu-se com a Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, com quem analisou questões relacionadas com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

As duas entidades passaram em revista os progressos alcançados e os desafios que persistem no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)*, tendo sublinhado a importância da intensificação da cooperação internacional para acelerar a concretização das metas estabelecidas.

Os encontros reafirmaram o compromisso de Angola em continuar a trabalhar em estreita colaboração com as Nações Unidas na promoção da paz, do desenvolvimento sustentável e da cooperação multilateral, em consonância com os princípios da Carta das Nações Unidas.

Fonte: MPAONU
Governo 22-07-2026
ANGOLA DEFENDE GOVERNAÇÃO RESPONSÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS COMO PILAR DA PAZ, DA SEGURANÇA E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Nova Iorque, 22 de julho de 2026 – Angola reafirmou esta quarta-feira, o seu compromisso com uma governação transparente, responsável e sustentável dos recursos naturais, defendendo que a sua gestão eficaz constitui um elemento essencial para a promoção da paz, da segurança internacional e do desenvolvimento sustentável.

A posição foi apresentada por Sua Excelência Téte António, Ministro das Relações Exteriores da República de Angola, durante o Debate Aberto de Alto Nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, subordinado ao tema "Governação dos Recursos Naturais: A Base da Paz, da Segurança e da Prosperidade".

Na sua intervenção, o Chefe da diplomacia angolana felicitou a República Democrática do Congo pela Presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas e agradeceu a realização do debate, destacando a sua relevância num contexto internacional em que a exploração ilícita dos recursos naturais continua a alimentar conflitos armados e a comprometer os esforços de desenvolvimento em diversas regiões do mundo, particularmente em África.

O Ministro reconheceu igualmente as contribuições do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e da Directora-Geral da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala, cujas intervenções reforçaram a necessidade de uma abordagem coordenada para enfrentar os desafios relacionados com a governação dos recursos naturais.

Durante a sua intervenção, o Miniatro Téte António sublinhou que os recursos naturais representam uma oportunidade para impulsionar o crescimento económico, fortalecer as instituições e melhorar as condições de vida das populações quando geridos de forma transparente e responsável. Contudo, advertiu que a ausência de boa governação favorece a corrupção, financia grupos armados, fragiliza os Estados e priva os cidadãos dos benefícios da riqueza dos seus próprios países.

Neste contexto, Angola apresentou três prioridades consideradas essenciais para transformar os recursos naturais em instrumentos de estabilidade e prosperidade.

A primeira prioridade consiste no reforço dos quadros jurídicos, regulamentares e institucionais que regulam o acesso, a exploração e o comércio dos recursos naturais, preservando plenamente a soberania dos Estados sobre os seus recursos.

O Ministro defendeu igualmente o combate à exploração ilegal através do fortalecimento da aplicação da lei, do reforço das medidas anticorrupção e do combate aos fluxos financeiros ilícitos.

Destacou ainda a importância de consolidar mecanismos internacionais já existentes, como o Processo de Kimberley — cuja criação contou com a experiência angolana no combate ao fenómeno dos chamados "diamantes de sangue" —, as Directrizes de Due Diligence da Organização para Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE), o Mecanismo Regional de Certificação da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos e a Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extractiva.

Apelou ao reforço da sua implementação, da rastreabilidade nas cadeias globais de abastecimento e da utilização de tecnologias inovadoras para aumentar a transparência e a prestação de contas.

Como segunda prioridade, o governante advogou o aprofundamento da cooperação internacional, considerando que a exploração e o tráfico ilícitos de recursos naturais constituem desafios transnacionais que exigem respostas coordenadas entre os Estados, organizações regionais, instituições financeiras internacionais, sector privado e sociedade civil.

O objectivo, sublinhou, passa por reforçar a partilha de informações, melhorar a cooperação aduaneira e policial e desmantelar redes criminosas que actuam além-fronteiras, sempre em respeito pela soberania permanente dos Estados sobre os seus recursos naturais.

A terceira prioridade, segundo o Ministro Téte António, centra-se na integração da governação dos recursos naturais nas estratégias de prevenção de conflitos e consolidação da paz.

O Ministro recordou que, em várias regiões africanas, particularmente no leste da República Democrática do Congo, a exploração ilegal de recursos continua a financiar grupos armados, alimentar ciclos de violência e comprometer iniciativas de paz.

Defendeu, por isso, uma governação mais robusta, maior valorização local dos recursos, sustentabilidade ambiental, participação efectiva das comunidades e investimento contínuo no reforço das instituições nacionais.

Reiterou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconhece há muito tempo a estreita ligação entre a exploração ilícita dos recursos naturais e os conflitos armados, defendendo que esta dimensão seja integrada de forma sistemática nas estratégias de prevenção de conflitos, consolidação da paz, regimes de sanções e processos de recuperação pós-conflito.

O Chefe da diplomacia angolana manifestou igualmente o interesse de Angola na proposta apresentada pela República Democrática do Congo para a criação de um Grupo de Amigos para a Governação dos Recursos Naturais, considerando tratar-se de uma iniciativa promissora para fortalecer a cooperação internacional nesta matéria.

Na final da sua intervenção, Sua Excelência Téte António reafirmou que Angola acredita que os recursos naturais devem constituir motores do desenvolvimento sustentável e não factores de instabilidade. Salientou que esse objectivo exige instituições resilientes, governação responsável, parcerias internacionais sólidas e compromisso político contínuo.

Como exemplo concreto desta visão, destacou o Corredor do Lobito, projecto estratégico que promove a integração das infra-estruturas regionais e impulsiona o processamento local de minerais críticos, fortalecendo a cooperação económica entre Angola, a República Democrática do Congo, a Zâmbia e o restante continente africano.

Fonte: MPAONU
Governo 21-07-2026
Angola reafirma compromisso com a Agenda Global para a Segurança Rodoviária

Nova Iorque, 20 de julho de 2026 – A República de Angola reafirmou, esta segunda-feira, o seu firme compromisso com a promoção da segurança rodoviária como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável.

A posição foi apresentada pelo Secretário de Estado para o Interior, Sua Excelência Arnaldo Carlos, durante a 2.ª Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Segurança Rodoviária Global, que decorre na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Na ocasião, defendeu uma resposta internacional mais ambiciosa para acelerar a implementação dos compromissos assumidos no âmbito da Década de Acção para a Segurança Rodoviária 2021–2030.

Sublinhou que a comunidade internacional atravessa um momento decisivo para intensificar os esforços rumo ao cumprimento das metas globais, salientando que os compromissos consagrados na Declaração de Estocolmo, reafirmados na Declaração Política de Nova Iorque (2022) e reforçados pela Declaração de Marraquexe (2025), exigem uma ação coordenada, sustentada e orientada para resultados concretos.

Neste contexto, referiu que o alcance da Meta 3.6 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — reduzir para metade o número de mortes e feridos graves resultantes de acidentes de viação até 2030, dependerá da capacidade dos Estados para traduzirem os compromissos políticos em medidas efecivas, mediante o fortalecimento das instituições, a mobilização de investimentos sustentáveis e o aprofundamento da cooperação internacional.

Arnaldo Carlos recordou que os acidentes de viação continuam a constituir uma das mais graves ameaças à saúde pública e ao desenvolvimento sustentável, provocando anualmente mais de um milhão de mortes e dezenas de milhões de feridos em todo o mundo, além de figurarem entre as principais causas de mortalidade de crianças e jovens.

Adiantou que os seus impactos ultrapassam a dimensão humana, comprometendo o crescimento económico, agravando desigualdades sociais e dificultando a concretização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Ao abordar a realidade nacional, o Secretário de Estado assinalou que a sinistralidade rodoviária em Angola se concentra sobretudo nos principais centros urbanos, em consequência do aumento da mobilidade e da acelerada urbanização.

Para responder a este desafio, destacou que o Executivo angolano tem vindo a implementar uma estratégia integrada, assente no reforço do quadro jurídico e institucional, na intensificação da fiscalização, na promoção da educação e sensibilização rodoviárias, na melhoria progressiva das infraestruturas, na modernização dos sistemas de gestão do trânsito e no fortalecimento da capacidade de resposta dos serviços de emergência e de assistência às vítimas.

O Chefe da Delegação angolana defendeu ainda que o sucesso da Década de Acção dependerá do reforço das parcerias internacionais, da ampliação da assistência técnica, da transferência de conhecimento e tecnologia, da promoção da inovação e da mobilização de recursos financeiros previsíveis e sustentáveis, com especial atenção às necessidades dos países em desenvolvimento.

Acrescentou que a segurança rodoviária deve permanecer no centro das políticas públicas de desenvolvimento, mobilidade, saúde, educação e ordenamento do território, através de uma abordagem integrada, transversal e centrada nas pessoas, capaz de promover sistemas rodoviários mais seguros, inclusivos e resilientes.

Por fim, reiterou a total disponibilidade da República de Angola para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e os demais parceiros internacionais na prossecução dos objectivos globais de segurança rodoviária, enfatizando, o compromisso de Angola com a protecção da vida, a promoção da mobilidade segura e o cumprimento das metas internacionais de segurança rodoviária.

Fonte: MPAONU

novaiorqueonu.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Francisco José da Cruz



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