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Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Governo 16-05-2026
PAÍS DESTACA COOPERAÇÃO NO ENTRE ESTADOS-MEMBROS AFRICANOS NO DOMÍNIO DA PAZ E SEGURANÇA

Reunidos, esta quinta-feira,14, nas instalações da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, os Conselheiros Militares e de Polícia dos países africanos acreditados na sede das Nações Unidas, reafirmaram o seu firme compromisso com o multilateralismo, com a paz e a segurança internacionais.

Falando na sessão de abertura, em representação do Representante Permanente, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, o Embaixador Mateus Luemba, destacou a cooperação entre os Estados-membros africanos, reiterando a sua relevância política, estratégica e diplomática no âmbito das Nações Unidas.

O Representante Permanente Adjunto realçou a actuação deste importante órgão como uma ponte essencial entre as instituições nacionais de defesa e segurança, as Missões Permanentes e o Secretariado das Nações Unidas.

Sublinhou que o papel da Associação toma-se ainda mais relevante no actual contexto, marcado por uma crescente polarização e por tensões geopolíticas acentuadas.

“O actual panorama político e de segurança é agravado por ameaças complexas, conflitos prolongados, terrorismo, crime transnacional e instabilidade regional”, salientou.

O Embaixador Mateus Luemba valorizou o papel da Associação na promoção do diálogo, na prevenção de conflitos, na construção da confiança, no fortalecimento de capacidades e no apoio à defesa responsável dos legítimos interesses dos Estados, desempenhando uma missão nobre e estratégica.

Disse que os Conselheiros Militares e de Polícia traduzem os conhecimentos técnicos e experiência operacional em aconselhamento estratégico e diplomático, contribuindo, assim, para uma tomada de decisão mais equilibrada, realista e eficaz no âmbito das Nações Unidas.

Reconheceu que o seu engajamento activo ajuda a assegurar que as prioridades da África sejam devidamente reflectidas na agenda internacional.

Referiu, ainda, que Angola compreende, com base na sua própria história, o valor da paz, da reconciliação e da estabilidade. Por essa razão, continua a apoiar todos os esforços voltados para a promoção da segurança coletiva, da cooperação regional, da prevenção de conflitos e do respeito à soberania dos Estados.

Por fim, manifestou profundo apreço pelo trabalho louvável da Associação de Conselheiros Militares e de Polícia, reconhecendo a importância desta plataforma como um espaço de diálogo, coordenação e intercâmbio de experiências.

A reunião foi organizada pela Chancelaria Militar e de Defesa da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas em Nova Iorque, liderada pelo Conselheiro Militar Agostinho Xavier.

Fonte: MPAONU
Governo 07-05-2026
ANGOLA DEFENDE REFORÇO DA PROTECÇÃO DOS MIGRANTES

Nova Iorque, 07/05/26- Angola defende o reforço da protecção dos migrantes ao longo das rotas, combatendo o tráfico e a exploração, assegurando o acesso a serviços básicos, numa abordagem centrada nos direitos humanos.

O posicionamento foi expresso pelo Secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Sua Excelência Domingos Custódio Vieira Lopes, ao intervir nesta quinta-feira, 7, no debate geral do Fórum Internacional de Revisão da Migração 2026, que decorre na seda Organização das Nações Unidas em Nova Iorque

Sublinhou que Angola tem vindo a reforçar os seus compromissos através do fortalecimento do quadro legal e institucional, da modernização da gestão migratória e do reforço da segurança fronteiriça.

No quadro das prioridades para o país, enfatizou a abordagem das causas estruturais da migração, através do desenvolvimento sustentável, da criação de emprego, da resiliência climática e da promoção da paz

Realçou a necessidade de expandir as vias regulares e seguras de migração, incluindo mobilidade laboral, parcerias de competências e reunificação familiar.

Durante a sua intervenção, o Secretário de Estado Custódio Vieira Lopes destacou o lançamento, em 2025 e em parceria com a Organização Internacional das Migrações (OIM), do projecto de Indicadores de Governação da Migração, visando apoiar políticas públicas mais eficazes e baseadas em dados.

Reconheceu que no actual contexto, a migração é moldada por factores económicos, sociais, climáticos e geopolíticos cada vez mais interligados.

“Enquanto país de origem, trânsito e destino, Angola encara a mobilidade humana como uma questão estratégica que exige equilíbrio entre soberania nacional, responsabilidade internacional e solidariedade entre Estados”, reforçou.

Reafirmou com base no tema da presente sessão, que uma abordagem pragmática, baseada nas rotas migratórias, é essencial para traduzir o Pacto Global para a Migração em acções concretas e eficazes.

Frisou que para Angola, a migração está intrinsecamente ligada às prioridades nacionais de desenvolvimento, em linha com o Plano de Desenvolvimento Nacional, a Agenda 2030 e a Agenda 2063.

Por fim, reiterou que a República de Angola, fiel à sua vocação de ponte entre nações, continuará a trabalhar com todos os Estados-membros para que o Pacto Global se afirme como instrumento de paz, desenvolvimento e defesa da dignidade humana.

Fonte: MPAONU
Governo 30-04-2026
DESTACADA NECESSIDADE DE RESPOSTAS INTEGRADAS E PREVENTIVAS AOS DESAFIOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz participou, na terça-feira, 28, num evento paralelo sobre Clima, Paz e Segurança: Perspectivas e Respostas Regionais Africanas, realizado à margem da Conferência de Berlim sobre Clima e Segurança, que teve lugar no dia seguinte, em Berlim, Alemanha.

Na sua intervenção, o diplomata angolano sublinhou que as mudanças climáticas constituem um desafio directo ao desenvolvimento e à estabilidade, com impactos visíveis na seca, escassez de água e vulnerabilidade das populações, especialmente no sul do país.

Estes factores, disse, agravam fragilidades existentes e podem intensificar riscos de instabilidade.

Neste contexto, destacou a necessidade de respostas integradas e preventivas, alinhadas com as prioridades de desenvolvimento de África, e evidenciou investimentos em energia renovável, acesso à água e agricultura resiliente, incluindo o projecto do Canal do Cafu como exemplo concreto de impacto no terreno.

Realçou, igualmente, o papel das organizações regionais africanas na integração dos riscos climáticos nos mecanismos de prevenção de conflitos, bem como a importância de reforçar o nexo Humanitário–Desenvolvimento–Paz e a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana.

Apelou ao reforço do financiamento climático previsível e acessível para África e à implementação da Resolução 2719 do Conselho de Segurança, como elemento essencial para apoiar respostas africanas a desafios complexos de paz e segurança.

Por fim, reafirmou o compromisso de Angola com soluções africanas e acção multilateral eficaz face aos desafios interligados do clima, paz e segurança.

Fonte: MPAONU
Governo 30-04-2026
PAÍS DEFENDE DIÁLOGO INCUSIVO E TRANSPARENTE

**Angola reafirmou, está terça-feira, 28, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o compromisso para promover um diálogo inclusivo e transparente, com vista ao reforço do enquadramento internacional de apoio aos países em transição para Países de Rendimento Médio( PRM).
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Este posicionamento foi reiterado pelo Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, quando presidia ao segmento substantivo do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre Transição Suave dos Países Menos Avançados(PMA).

Na ocasião, defendeu uma transição planeada, assente em estratégias nacionais robustas e inclusivas, sublinhando a necessidade de garantir apoio previsível e coordenado por parte dos parceiros de desenvolvimento.

Reconheceu que persistem desafios significativos, nomeadamente no acesso ao financiamento concessional, preferências comerciais e reforço de capacidades institucionais.

Neste contexto, advogou a necessidade de avaliar se o actual quadro internacional oferece clareza, previsibilidade e incentivos suficientes, ou se se justificam orientações normativas adicionais ao nível da Assembleia Geral.

Salientou que o objectivo central do processo é assegurar que a graduação dos PMA não represente uma ruptura, mas sim um caminho sustentável rumo à resiliência e ao desenvolvimento de longo prazo, em linha com o Programa de Acção de Doha.

A reunião contou com a participação de representantes de países em processo de graduação e já graduados, incluindo experiências da Ásia, África e Pequenos Estados Insulares, bem como de entidades do sistema das Nações Unidas e especialistas internacionais, permitindo uma troca a troca de experiências sobre a concepção, implementação e financiamento de estratégias de transição suave.

Fonte: MPAONU
Governo 28-04-2026
ANGOLA APELA EMPENHO DA ONU PARA SUPERAR EXCLUSÃO DIGITAL

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, apelou, nesta segunda-feira, 27, ao empenho contínuo das Nações Unidas para superar a exclusão digital entre o Norte e o Sul Global, numa era de crescente transformação digital e ascensão da Inteligência Artificial.

Ao intervir na 48ª sessão anual do Comité de Informação, que decorre de 27 de Abril a 8 de Maio na sede das Nações em Nova Iorque, o Embaixador Francisco José da Cruz considerou fundamental a disseminação de informações factuais, oportunas, acessíveis e multilíngues para múltiplos públicos, garantindo que ninguém fique para trás.

Expressou preocupação com o impacto da actual crise de liquidez na capacidade do Departamento de Comunicações Globais (DGC) de cumprir o seu mandato da maneira mais eficaz e eficiente, incluindo a concretização de algumas prioridades-chave.

Apesar da situação financeira, encorajou o DGC a continuar a fornecer produtos de informação oportunos, precisos e imparciais a públicos globais e a diversas organizações de mídias.

Incentivou os esforços do Departamento para combater a desinformação, as notícias falsas e o discurso de ódio, educando as pessoas a identificar fontes confiáveis, por meio de iniciativas como a campanha “Verified”, que fornece orientações e informações fundamentadas em factos.

Durante a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz defendeu que a disseminação e a promoção da mensagem da ONU além das seis línguas oficiais, reforça a importância de informar eficazmente um público mais amplo, ao mesmo tempo em que reflectem o respeito pelo multilinguismo e pela diversidade cultural no mundo.

Valorizou o trabalho do Departamento de Comunicações Globais na promoção da conscientização e da compreensão sobre o trabalho das Nações Unidas para promover a paz, a segurança, o desenvolvimento sustentável e o respeito aos direitos humanos.

Reconhecendo o papel fundamental dos Centros de Informação na difusão da mensagem da ONU junto das comunidades globais, em múltiplos idiomas, reafirmou o compromisso de Angola em continuar a trabalhar com o DGC para a operacionalização do Centro de Informação de Luanda, para atender às necessidades dos países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).

CPLP advoga multilinguismo inclusivo

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), defende um multilinguismo inclusivo, digital e acessível, capaz de reduzir desigualdades no acesso à informação e de reforçar a confiança dos cidadãos na Organização das Nações Unidas.

O posicionamento do grupo de países da CPLP em Nova Iorque, foi manifestado pelo Representante Permanente de Angola junto da Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, durante a primeira reunião plenária do Comité de Informação, nesta segunda-feira.

No ano em que se assinalam os 80 anos da ONU e o 30.º aniversário da CPLP, os Estados-membros reafirmam a importância de investir continuamente em tecnologias acessíveis, incluindo a Inteligência Artificial com supervisão humana, para promover o uso de todas as línguas e evitar a predominância desproporcional de uma única língua.

No contexto da iniciativa UN80, a CPLP reitera a defesa da unidade da língua portuguesa no DGC, sublinhando a importância de proteger o multilinguismo como um dos pilares do multilateralismo.

A CPLP reafirma o seu empenho em contribuir para uma ONU mais próxima das pessoas, mais diversa e genuinamente multilíngue, na qual o português continue a desempenhar um papel central na promoção do diálogo, da cultura e do entendimento mútuo.

Saúda o papel essencial desempenhado pelos Centros de Informação das Nações Unidas, em particular os de Brasília e Bruxelas e que comunicam em português.

Fonte: MPAONU

novaiorqueonu.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Francisco José da Cruz



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