A Secretária de Estado para as Relações Exteriores, Sua Excelência Embaixadora Esmeralda Mendonça, partilhou ontem, 11 de Março, em Nova Iorque, a experiência de Angola na promoção da igualdade de género, tendo em vista o alcance dos objectivos definidos nos quatro Eixos Estratégicos da Política de Género da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A responsável falava durante um almoço de trabalho das delegações da CPLP que participam na 70.ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher.
Na ocasião, a Secretária de Estado para as Relações Exteriores destacou três eixos fundamentais do trabalho desenvolvido por Angola, nomeadamente o Empoderamento Económico e Social da Mulher, a Literacia Financeira e a Agenda Mulheres, Paz e Segurança.
Relativamente ao primeiro eixo, referiu que Angola aprovou, no final de 2025, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2025-2027), que visa elevar para 65%, até 2027, o nível de inclusão financeira no país.
“No quadro deste programa, estamos a expandir e a incentivar a bancarização dos operadores do mercado informal e das populações rurais, circuitos maioritariamente dominados por mulheres”, salientou.
Adiantou que o país está a expandir e a melhorar o acesso ao microcrédito, a fomentar o empreendedorismo e o empoderamento económico das mulheres, apostando igualmente na formação de quadros femininos nos domínios da tecnologia, indústria, prestação de serviços e apoio às pequenas e médias empresas.
No tocante à literacia financeira, sublinhou que a estratégia do Executivo visa promover programas de educação financeira, com o objectivo de reforçar o conhecimento sobre os serviços financeiros e incentivar o seu uso adequado e consciente.
Este programa, acrescentou, atenderá particularmente às necessidades dos grupos vulneráveis e dos pequenos agricultores, incluindo mulheres e meninas.
Relativamente à Agenda Mulheres, Paz e Segurança, Esmeralda Mendonça destacou que Angola tem vindo a consolidar-se como uma referência regional na prevenção, gestão e mediação de conflitos e trabalhado activamente para a implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, através da realização de workshops de capacitação e formação destinados a reforçar o papel das mulheres na prevenção, gestão e resolução de conflitos.
“Após a implementação bem-sucedida do Primeiro Plano Nacional de Acção, estamos agora focados na execução da segunda geração do Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança (2025-2027)”, concluiu.