O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, sublinhou esta quinta-feira, 09, na sede da ONU, em Nova Iorque, a importância de reforçar o actual enquadramento de transição suave, à luz de um contexto global em rápida transformação, marcado por choques externos, vulnerabilidades estruturais e desafios persistentes ao desenvolvimento sustentável.
O Embaixador Francisco José da Cruz fez este pronunciamento ao co-presidir aos trabalhos da sessão organizacional retomada e a primeira reunião substantiva do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Transição Suave para países que graduam da categoria de Países Menos Avançados (PMA) para Países de Rendimento Médio(PRM).
Na ocasião, o diplomata angolano salientou a necessidade de assegurar que os países em processo de graduação não enfrentem retrocessos nos seus progressos económicos e sociais.
Neste contexto, enfatizou a necessidade de tornar o actual enquadramento mais eficaz, previsível e orientado para resultados concretos, incluindo através de mecanismos que reforcem a capacidade dos países em transição, promovam uma melhor coordenação do sistema das Nações Unidas e assegurem um apoio internacional contínuo após a graduação.
O Painel temático, liderado pelo Representante Permanente de Angola reuniu altos representantes do sistema das Nações Unidas, incluindo o Escritório do Alto Representante para os PMA, Países em Desenvolvimento sem Litoral e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (UN-OHRLLS), o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais (DESA) e o Escritório de Coordenação do Desenvolvimento (DCO).
A reunião marcou o início formal dos trabalhos substantivos deste importante processo intergovernamental, estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objectivo de rever e actualizar o enquadramento internacional que apoia os países em transição para fora da categoria de PMA, assegurando que esse processo seja sustentável, previsível e adaptado aos desafios contemporâneos.
A co-presidência conjunta de Angola e da Finlândia reflecte um compromisso partilhado com um multilateralismo inclusivo e orientado para resultados, colocando no centro das prioridades o apoio efectivo aos países mais vulneráveis no seu percurso de desenvolvimento sustentável.