Angola co-presidiu, esta quarta-feira, 25, na sede da ONU, em Nova Iorque, à primeira reunião do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Transição Suave dos Países Menos Avançados (PMAs).
Trata-se de um mecanismo estabelecido pela Assembleia Geral, com o objectivo de reforçar o enquadramento internacional de apoio aos países em processo de graduação e pós-graduação desta categoria.
A co-presidência de Angola com a Finlândia, assume um papel de liderança neste processo intergovernamental, orientando os trabalhos com vista à revisão e actualização dos instrumentos existentes, bem como à formulação de recomendações concretas que assegurem uma transição sustentável, inclusiva e resiliente para os países em situação de graduação.
Na sua intervenção, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, sublinhou a importância de um processo inclusivo, transparente e orientado para resultados concretos, destacando a necessidade de alinhar os trabalhos do Grupo com o Programa de Acção de Doha (DPoA), a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e outras agendas internacionais relevantes.
Enfatizou a necessidade de reforçar a coerência entre os diferentes actores do sistema multilateral, incluindo as instituições financeiras internacionais e os bancos multilaterais de desenvolvimento.
A sessão inaugural permitiu definir as bases organizacionais do Grupo de Trabalho, incluindo a adopção da agenda e a apresentação de propostas preliminares relativas à metodologia de trabalho, ao calendário de reuniões e ao escopo das deliberações futuras.
As discussões reflectiram um forte compromisso dos Estados-membros com a necessidade de evitar retrocessos no desenvolvimento dos países em transição, garantindo a continuidade do apoio internacional de forma previsível e adaptada às suas vulnerabilidades estruturais.
Os trabalhos deverão prosseguir ao longo de 2026, com vista à apresentação de propostas que contribuam para a adopção de um quadro reforçado de apoio à transição suave, incluindo a eventual elaboração de uma nova resolução abrangente da Assembleia Geral sobre esta matéria.
A participação de Angola neste processo reafirma o seu compromisso com o multilateralismo, a solidariedade internacional e a promoção de trajectórias de desenvolvimento sustentáveis, particularmente para os países mais vulneráveis.