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Discurso do Presidente da República de Angola, Sua Excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Governo 25-06-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO DE ERRADICAR A SIDA COMO AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA ATÉ 2030

Nova Iorque, 22 de Junho de 2026 – O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, sublinhou nesta segunda-feira, 22, em Nova Iorque, o compromisso de eliminar a SIDA como ameaça à saúde pública até 2030.

O posicionamento foi reiterado durante o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Implementação da Declaração de Compromisso sobre o VIH/SIDA e das Declarações Políticas sobre o VIH/SIDA.

Na ocasião, o Embaixador Francisco José da Cruz realçou que, vinte e cinco anos após a histórica Sessão Especial da Assembleia Geral sobre o VIH/SIDA, realizada em 2001, a resposta global enfrenta desafios significativos, uma vez que as metas para 2025 não foram plenamente alcançadas e o mundo permanece distante do objectivo de pôr fim à SIDA até 2030.

O diplomata assinalou que Angola tem vindo a reforçar a sua resposta nacional através do aumento do investimento interno, da integração dos programas de VIH nos sistemas de saúde e protecção social e da intensificação dos esforços para combater o estigma e a discriminação.

Adiantou que estes esforços têm produzido resultados concretos, salientando que o Programa de Prevenção da Transmissão Vertical permitiu alcançar 81% das mulheres grávidas que vivem com VIH, contribuindo para a redução da transmissão de mãe para filho de 26%, em 2019, para 13%, em 2025.

Apesar dos progressos alcançados, disse que o VIH/SIDA continua a representar um importante desafio de saúde pública em Angola. No último ano, foram registadas *aproximadamente 21 mil novas infecções e 13 mil mortes relacionadas com a SIDA, afectando de forma desproporcional mulheres, raparigas e populações-chave.

O Embaixador Francisco José da Cruz manifestou igualmente o apoio do país à *Declaração Política sobre o VIH/SIDA de 2026, considerando-a um compromisso renovado para acelerar a resposta global à epidemia.

Neste contexto, destacou quatro prioridades fundamentais, nomeadamente o reforço da solidariedade internacional e do financiamento sustentável; a garantia de acesso equitativo à inovação, incluindo tecnologias de prevenção de longa duração, a promoção e protecção dos direitos humanos através do apoio contínuo às respostas lideradas pelas comunidades e o fortalecimento de um sistema multilateral eficaz, com a ONUSIDA no centro dos esforços globais.

Reafirmou o apoio de Angola à Declaração de Lusaka e à Posição Comum Africana sobre o VIH, enfatizando que nenhum país conseguirá acabar com a SIDA isoladamente.

“A solidariedade global, a responsabilidade partilhada e o financiamento sustentável continuam a ser essenciais para alcançar os objectivos comuns”, defendeu.

Por fim, o Embaixador Francisco José da Cruz reiterou o compromisso inabalável de Angola em trabalhar com todos os parceiros para pôr fim à SIDA como ameaça à saúde pública até 2030, assegurando que ninguém seja deixado para trás e que os direitos, a saúde e a dignidade de todas as pessoas afectadas pelo VIH sejam plenamente respeitados, protegidos e promovidos.

Fonte: MPAONU
Governo 22-06-2026
ANGOLA DEFENDE CRIAÇÃO DE EMPREGO COMO PILAR DA COESÃO SOCIAL E DA CONSOLIDAÇÃO DA PAZ

Nova Iorque, 22 de junho de 2026 – Angola reiterou hoje, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a importância da criação de emprego como instrumento fundamental para o reforço da coesão social, da resiliência das comunidades e da consolidação da paz sustentável.

A posição foi apresentada por Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, durante a Reunião Conjunta de 2026 do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e da Comissão para a Consolidação da Paz (CCP), realizada sob o tema “ Do Risco à Resiliência: Promover a Coesão Social através da Criação de Emprego em Contextos de Consolidação da Paz”.

Na sua intervenção, o diplomata angolano destacou a relevância do tema para o desenvolvimento sustentável e a manutenção da paz, sublinhando que, para Angola, a criação de emprego representa muito mais do que uma prioridade económica, constituindo um verdadeiro caminho para a transformação social e para o fortalecimento da estabilidade.

“O trabalho digno promove a inclusão, a dignidade e as oportunidades, especialmente para os jovens, permitindo-lhes contribuir activamente para as suas comunidades e para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

O Embaixador Francisco José da Cruz recordou a experiência de Angola enquanto país que emergiu, em 2002, de quase três décadas de conflito armado, salientando que o investimento na juventude continua a ser um elemento central na construção de uma sociedade pacífica, resiliente e inclusiva.

Nesse contexto, destacou os esforços desenvolvidos pelo Executivo angolano no reforço do capital humano, na expansão da protecção social e na promoção do desenvolvimento económico local, apontando o Programa KWENDA como um exemplo concreto da ligação entre a protecção social e a inclusão económica das famílias e comunidades mais vulneráveis.

Ressaltou igualmente o papel estratégico do Corredor do Lobito na promoção do crescimento económico, da criação de emprego e da integração regional, gerando benefícios tangíveis para o desenvolvimento sustentável e para a estabilidade das comunidades.

O Representante Permanente de Angola, defendeu ainda que as estratégias de emprego em contextos de consolidação da paz devem privilegiar o investimento em competências, o empoderamento das mulheres e dos jovens, o apoio ao empreendedorismo e o fortalecimento das pequenas e médias empresas, como factores essenciais para o desenvolvimento inclusivo.

Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso do país com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2063 da União Africana, apelando à continuidade dos esforços internacionais para colocar as pessoas no centro das políticas de desenvolvimento.

“Alargar o acesso ao trabalho digno e às oportunidades económicas é fundamental para construir sociedades mais inclusivas, coesas e resilientes”, concluiu.

Fonte: MPAONU
Governo 20-06-2026
ANGOLA REAFIRMA COMPROMISSO COM A AGENDA MULHERES, PAZ E SEGURANÇA

A República de Angola reafirmou esta quarta-feira, 17, na sede da ONU, em Nova Iorque, o seu compromisso com a implementação da Agenda Mulheres, Paz e Segurança durante o Debate Aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas subordinado ao tema “ A Paz é Decidida com as Mulheres: Saindo do Conflito através do Aumento da sua Participação”.

Na sua intervenção, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, destacou que, vinte e cinco anos após a adopção da Resolução 1325 (2000), permanece inquestionável que a participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres constitui um elemento indispensável para a prevenção e resolução de conflitos, a consolidação da paz e o desenvolvimento sustentável.

“A experiência demonstra que a paz é mais sustentável quando é inclusiva. As mulheres não são apenas vítimas dos conflitos; são também protagonistas essenciais na construção da paz, na reconciliação e na recuperação das comunidades”, afirmou o Embaixador Francisco José da Cruz.

Recordou a experiência de Angola nos processos de reconciliação nacional e reconstrução pós-conflito, salientando o papel determinante desempenhado pelas mulheres na promoção da coesão social, na recuperação das comunidades afectadas e na reintegração social.

Destacou igualmente os avanços alcançados através da implementação do Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança, adoptado em 2017, instrumento que contribuiu para reforçar a participação das mulheres nos processos de tomada de decisão, promover políticas sensíveis ao género e fortalecer a protecção contra a violência baseada no género.

Neste contexto, o Embaixador informou que Angola concluiu com êxito o seu primeiro Plano Nacional de Acção, estando actualmente a desenvolver um segundo plano, destinado a consolidar os progressos alcançados e a responder aos desafios ainda existentes.

Perante o actual contexto internacional, marcado por crescentes tensões geopolíticas e crises multidimensionais, o Embaixador Francisco José da Cruz apelou à comunidade internacional para intensificar esforços destinados a assegurar a participação efectiva das mulheres nos processos de paz, transformando compromissos políticos em resultados concretos.

“O envolvimento significativo das mulheres nas negociações e nos mecanismos de mediação não é apenas uma questão de justiça e igualdade; é uma condição essencial para alcançar acordos de paz mais duradouros e sociedades mais resilientes”, sublinhou.

Saudou o Compromisso Comum do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Participação Plena, Igualitária e Significativa das Mulheres nos Processos de Paz, reconhecendo o papel indispensável das organizações lideradas por mulheres, das mediadoras e das redes comunitárias na prevenção de conflitos, no diálogo e na reconciliação.

No âmbito do 25.º aniversário da Resolução 1325, defendeu uma acção renovada assente em quatro prioridades fundamentais, nomeadamente a *institucionalização de práticas de mediação inclusivas em todos os processos de paz; o fortalecimento dos Planos Nacionais de Acção através de recursos adequados e mecanismos de responsabilização; a expansão do apoio directo às organizações da sociedade civil lideradas por mulheres; e o reforço da integração das perspectivas de género nas políticas de paz, segurança e recuperação pós-conflito.

Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso de Angola com a promoção da inclusão e da liderança das mulheres a nível nacional, regional e internacional, destacando que o fortalecimento da participação feminina constitui um factor essencial para a construção de sociedades mais pacíficas, justas e sustentáveis.

Fonte: MPAONU
Governo 11-06-2026
CORPO DIPLOMÁTICO NA ONU PRESTA HOMEMGEM A MANUEL AUGUSTO, RECONHECENDO O SEU COMPROMISSO INABALÁVEL COM. A COOPERAÇÃO MULTILATERAL

**No Livro de Condolências aberto desde terça-feira, 9, nas instalações da Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas, o Representante Permanente,Embaixador Francisco José da Cruz, destaca que o antigo Ministro será lembrado pelo seu firme empenho na integração africana, no multilateralismo e no fortalecimento da solidariedade e cooperação entre as nações africanas.
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“Numa carreira ilustre dedicada ao serviço da nação, representou Angola com distinção em diversas missões e liderou a delegação angolana ao Parlamento Panafricano”, menciona o diplomata angolano.

O Embaixador Francisco José da Cruz recorda que, enquanto Ministro das Relações Exteriores, o Embaixador Manuel Augusto trabalhou incansavelmente para fortalecer parcerias estratégicas a nível bilateral e multilateral, promovendo a paz, a estabilidade e a cooperação.

Defendeu a consolidação das relações com parceiros internacionais, fomentando investimentos e promovendo o investimento direto estrangeiro em Angola.

O Embaixador Francisco José da Cruz salienta que o falecido liderou a bem-sucedida campanha que garantiu a eleição de Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2015-2016.

>“O seu legado de serviço dedicado, princípios, liderança e excelência diplomática continuará a inspirar as gerações futuras”, lê-se na mensagem.
O Representante Permanente de Cuba, Ernesto Soberón Guzmán, elogia o falecido como um grande líder político e amigo de Cuba, que contribuiu incansavelmente para o fortalecimento das relações históricas e fraternais entre os dois países e povos.

Na sua mensagem de condolências endereçada à Missão Permanente de Angola, o Representante Permanente da República Popular da China, Fu Cong, enfatiza que a dedicação e visão do antigo Ministro das Relações Exteriores impulsionaram as relações de cooperação entre Angola e a China. Sublinha que Manuel Augusto fez contribuições inestimáveis para essa amizade duradoura, deixando um legado permanente de apoio mútuo.

O Representante Permanente da Itália, Giorgio Marrapodi, destaca a liderança e dedicação de Manuel Augusto na promoção das relações entre os dois países, assim como o seu compromisso com os valores multilaterais.

Por sua vez, o Representante Permanente do Burundi, Zéphyrin Maniratanga, valoriza o compromisso inabalável do falecido com a Unidade Africana e as suas inestimáveis contribuições para a diplomacia, a cooperação multilateral e o progresso do continente africano.

Mensagens de condolências também foram recebidas das Missões Permanentes da Eritreia, Finlândia, Irão, Libéria, Moçambique, Países Baixos, Quénia, Sérvia, Suécia, Luxemburgo, Timor-Leste, Turquia, Uruguai e Zâmbia.

O Livro de Condolências em memória do antigo Ministro das Relações Exteriores permanecerá aberto nas instalações da Missão Permanente de Angola até sexta-feira, 12 de junho, sendo possível enviar mensagens por via eletrónica.

Fonte: MPAONU
Governo 10-06-2026
ANGOLA AVANÇA NA PROMOÇÃO DE PANDEMIAS: EMBAIXADOR DESTACA NA ONU ESFORÇOS E DESAFIOS

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Sua Excelência Embaixador Francisco José da Cruz, sublinhou, esta terça-feira, 9 de junho, na sede da ONU em Nova Iorque, os avanços que o país tem registado na prevenção e resposta a pandemias, com o apoio do Fundo para Pandemias.

O Embaixador fez estas declarações durante a Reunião de Alto Nível sobre a Prevenção, Preparação e Respostas a Pandemias, co-organizada pela Presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, e o Director Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Na ocasião, destacou os esforços de Angola para fortalecer os sistemas de vigilância de doenças, expandir as capacidades laboratoriais e criar uma rede nacional de Centros de Operações de Emergência em Saúde Pública.

Apesar dos progressos, o Embaixador reconheceu que persistem desafios significativos, como as doenças endémicas que pressionam o sistema de saúde.

Enfatizou que o fortalecimento da segurança sanitária global exige solidariedade, cooperação internacional e parcerias sustentadas entre governos, organizações internacionais, instituições financeiras, o sector privado e as comunidades.

Nesse contexto, mencionou que, com o apoio do Fundo para Pandemias, Angola tem investido no aprimoramento dos sistemas de vigilância, na expansão das capacidades laboratoriais e de diagnóstico, assim como na coordenação multissetorial para melhor detectar, prevenir e responder a ameaças à saúde pública.

O Embaixador Francisco José da Cruz salientou que a criação da rede nacional de Centros de Operações de Emergência em Saúde Pública e o fortalecimento dos sistemas de alerta precoce melhoraram significativamente a capacidade do país de identificar e responder rapidamente a surtos e outras emergências sanitárias.

>“Esses esforços são complementados por investimentos em vigilância comunitária, equipas de resposta rápida e capacitação de profissionais de saúde”, acrescentou.

Além disso, o Embaixador informou que, com o apoio de parceiros como a OMS e o UNICEF, Angola continua a implementar estratégias integradas que combinam imunização, vigilância, comunicação de riscos e envolvimento comunitário, com especial atenção para as populações vulneráveis e para a segurança sanitária nas fronteiras.

Ao concluir a sua intervenção, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas reiterou o compromisso do país em construir sistemas de saúde resilientes e em adoptar a abordagem "Saúde Única" (One Health), apoiando a cooperação internacional sob a liderança da OMS.

Apelou à comunidade internacional para unir esforços na construção de uma arquitectura global mais resiliente e equitativa, capaz de prevenir e responder a futuras pandemias.

Fonte: MPAONU

novaiorqueonu.mirex.gov.ao Embaixador(a)

Francisco José da Cruz



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